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Campos dos Goytacazes, Segunda, 28 de Setembro de 2026

Advogado campista entre os coautores de importante obra jurídica lançada em Brasília

Advogado campista entre os coautores de importante obra jurídica lançada em Brasília


28/09/2026 07h50

Fonte: J3News - por Guilherme Belido 

Em evento de notável relevância para o mundo jurídico brasileiro e que teve lugar no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, foi lançada na capital, no último dia 9, a obra “STJ em Pauta — 3ª Seção“, valorosa coletânea apresentada pelo presidente do STJ, eminente ministro Luis Felipe Salomão, com prefácio do ministro Joel Ilan Paciornik. A organização esteve a cargo do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do advogado Flávio Mirza e da advogada Priscila Machado Akerman, bem como assessores de insignes ministros.

A publicação reuniu estudos sobremaneira relevantes àquela seção do STJ — 5ª e 6ª turmas — responsáveis pelo julgamento das matérias penais da Corte e contou com a presença alguns dos nomes mais proeminentes do Direito nacional. 

Entre os autores figuram os ministros Humberto Martins, Teodoro Silva Santos, Og Fernandes e Messod Azulay Neto. Também renomados advogados e juristas, tais como Alberto Zacharias, Antônio de Almeida Castro, Luciana Barros Duarte e Rodrigo Faucz.

Cabe destacar que o lançamento contou com a presença de autoridades dos meios jurídico e institucional, entre ministros, magistrados, advogados, embaixadores e representantes de diferentes esferas da vida pública brasileira.

Campos representada

 

A cidade de Campos e, por extensão, o Norte Fluminense, se fez representar pelo doutor Carlos Guilherme Mariz, que em sua contribuição para a obra abordou o desvio de finalidade da prisão preventiva, com especial atenção à subjetividade presente na utilização da garantia da ordem pública como fundamento para a segregação cautelar. 

Conforme explica o advogado campista, o estudo questiona os limites entre a cautela processual e a antecipação da pena. “Há de se defender uma visão crítica sobre decisões que, sob o argumento de defender a ordem pública, podem ultrapassar a finalidade excepcional da prisão preventiva”. O criminalista explica, ainda, que “no âmbito do Estado Democrático de Direito, a prisão antes do trânsito em julgado deve permanecer vinculada a uma necessidade cautelar concreta, não devendo transformar-se em instrumento de punição antecipada” — pondera.

Valor — A presença de Carlos Guilherme na obra coloca sua produção acadêmica ao lado de importantes nomes da magistratura e da advocacia criminal brasileira, fazendo emergir um debate que alcança diretamente os desafios do Direito Penal e Processual Penal contemporâneos.


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